Estudantes brasileiros concluem missão espacial em parceria com a Nasa

Cinco estudantes brasileiros, entre 14 e 15 anos, apresentaram nos Estados Unidos os resultados de uma missão espacial que mirava a possível ocupação de outros planetas do Sistema Solar.

Durante um evento no Museu Nacional do Ar e do Espaço, em Virgínia, os alunos Laura D’Aramo, Guilherme Funk e Otto Gernakka, alunos do Colégio Dante,  Natan Cardoso, ex-aluno da Escola Municipal Perimetral e Sofia Avila, ex-aluna projeto Âncora, explicaram para uma platéia de professores, especialistas e outros alunos, a reação de um composto de cimento com pó de plástico verde exposto à microgravidade. 

Caso o composto reagisse bem, a hipótese dos estudantes é que a mistura poderia ser uma alternativa para a construção de colônias humanas fora da Terra. O experimento foi enviado em julho do ano passado à Estação Espacial Internacional (ISS) e, após um mês no espaço, retornou para análise. A cristalização da mistura entre água, cimento e pó de plástico verde, que protege a substância da radiação, foi menor no espaço, e ainda não há consenso na comunidade científica sobre as consequências do processo.
 
Os alunos afirmam que serão necessárias novas pesquisas para garantir se será possível ou não usar o composto para a construção de estruturas e peças que ajudem, por exemplo, na logística das missões espaciais.
 
Antes deles, nenhum país fora da América do Norte havia participado do Programa de Experimentos Espaciais para Estudantes, um projeto que acontece uma vez por ano em parceria entre o governo dos Estados Unidos e a Nasa (Agência Espacial Americana). Graças a esse experimento, os alunos Natan e Sofia mudaram para as escolas Anglo Morumbi e Dante, respectivamente.

Segundo o engenheiro espacial Lucas Fonseca, que desenvolveu o projeto com os alunos, outros alunos, como Isabela Battistella, Ricardo Cenci, Roberta Debortoli e Renata Muller também foram escolhidos para apresentarem um novo projeto na Nasa: testar a filtração da água sem a presença de gravidade. Para isso, utilizarão os filtros de barro, populares no Brasil, pois há carvão ativado presente nas velas e isso serviria como capilaridade e percurso da água em gravidade zero.

Este mês o experimento será enviado ao espaço e será executado por astronautas da Nasa. Daqui a um ano saberemos se a hipótese estava correta.

Esse mês, 7 alunos do Ensino Médio da escola Sesi Vila Canaã, de Goiânia, venceram o Torneio Aberto de Robótica de West Virginia da Universidade da NASA. A equipe chamada Gametech Canaã, composta por Ana Sofia Gonçalves Dourados, 16, DanLucas Mendonça Ribeiro, 16, Eduardo Lemes Ribeiro, 16, Felipe Caetano Valverde, 16, João Paulo Lima Gonçalves, 17, Kairo Ceciliano Silva, 16, e Miguel Silva Dutra, 16, ficou em primeiro lugar em três categorias: pesquisa, montagem de robôs e interação com os outros competidores. O tema era “Into Orbit” (Em Órbita) e buscava solucionar problemas que os astronautas enfrentam no espaço. Os alunos desenvolveram uma goma de mascar feita com pimenta, ingrediente que ativa as papilas gustativas e ajuda a desobstruir os canais respiratórios.

Segundo os alunos, o sabor do chiclete dura até duas horas e é recomendável que os astronautas masquem a goma pelo menos dez minutos antes das refeições. Como o chiclete é feito com componentes orgânicos, ele  pode ser engolido. A embalagem ainda pode ser reaproveitada em impressoras 3D. O chiclete também pode ser consumido por pessoas na Terra e já existem empresas alimentícias interessadas no produto.

Você deve estar logado para publicar um comentário.