imagem de um lago

Dia Internacional da Água: conscientização para preservar.

Hoje, 22 de março, comemoramos o Dia Internacional da Água, pensando nisso, trouxemos algumas informações sobre consumo, preservação e descarte correto. 

Nosso país ainda tem um longo caminho a percorrer quando se trata de consumo consciente e combate à poluição. Além dos tradicionais lixos que poluem nossas águas, há um lixo ainda mais perigoso: o lixo eletrônico. O descarte incorreto, como os que são realizados hoje em dia, inclusive nos aterros sanitários, tem por consequência a liberação de substâncias tóxicas contidas nos equipamentos eletroeletrônicos diretamente no solo e nas águas. Isto causa contaminação dos recursos naturais e impacta a fauna, a flora e a população, refletindo, assim, nos sistemas ecológico e produtivo. O Brasil tem registrado impactos negativos na saúde humana e no meio ambiente decorrentes do livre despejo de lixo eletrônico, em espaços abertos.
 
Vamos conhecer algumas substâncias que estão presentes nesses equipamentos e o que elas fazem com o meio ambiente: 

    •    O chumbo, o bário e outros metais pesados, estão presentes em TVs, monitores e câmeras quebrados. Se despejados no solo, atingem as águas subterrâneas do ambiente, contaminando-as. Estes mesmos materiais liberam ainda um fósforo tóxico;

    •    O mercúrio, o cádmio, a dioxina bromada, entre outros elementos presentes nas placas de circuito impresso, emitem gases poluentes tanto ao ar quanto aos rios. Os chips, e outros componentes banhados a ouro, ainda possuem substâncias, como hidrocarbonetos, que acidificam os rios, sua fauna e sua flora;

    •    A queima de equipamentos compostos de hidrocarbonetos, como os fios de cobre utilizados em computadores, atingem o ar, a água e o solo, também através da emissão de gases ácidos. A trituração destes equipamentos para reuso geram emissões, novamente, de dioxinas bromadas, hidrocarbonetos e metais pesados tóxicos.

Todas essas substâncias podem causar aos seres vivos, câncer, problemas pulmonares, dores reumáticas, distúrbios metabólicos, problemas no sistema nervoso, cutâneo, renal e estomacal, alterações genéticas, entre outros. 

E como podemos mudar esse cenário? Simples, primeiro precisamos nos lembrar que tudo está conectado. Além dos lençóis freáticos, bacias e aquíferos que transportam água por todo o território, ainda há os rios voadores, que são imensas quantidades de água que são distribuídas pelo país em forma de vapor. Sabendo disso entendemos que o que fazemos aqui em São Paulo afeta todo o sistema: um rio que nós canalizamos, poços artesianos que construímos e a poluição que geramos. Para mudar o cenário que encontramos hoje precisamos proteger as nascentes, plantar mais árvores, economizar água, não poluir o meio ambiente, descartar corretamente todo tipo de lixo, inclusive o eletrônico, nos educar e educar as futuras gerações. Vamos ver algumas ações que podemos fazer e aprender com quem já está fazendo?

    •    Como preservar nascentes? A conservação de um rio começa pela preservação de sua nascente. Uma das principais medidas para garantir essa preservação é o enriquecimento da mata que cerca a nascente, pois a vegetação funciona como uma barreira viva de proteção, assim como toda a vegetação existente. O Instituto Terra por exemplo já recuperou 2.000 nascentes no Vale do Rio Doce. Conheça mais do trabalho deles e se inspire: www.institutoterra.org

    •    Plantar mais árvores. Escolha uma árvore que seja típica daquela região e um local onde ela possa crescer sem problemas. Conheça mais sobre o plantio de árvores, um bom início é o SOS Mata Atlântica: https://www.sosma.org.br/participe/plante-uma-arvore/

    •    Descartar corretamente. Além fazer a coleta seletiva, encaminhe seu lixo reciclável para um local adequado, ou faça sua própria composteira. Dicas de como destinar seu lixo corretamente: https://pt.wikihow.com/Descartar-Alimentos

    •    Lixo eletrônico – Que o lixo eletrônico é um dos mais nocivos ao meio ambiente isso nós já sabemos. E temos a solução para descartar corretamente e ainda fazer esse lixo participar da economia circular, retornando para a sociedade de modo que haja menos poluição possível.

Nós, do Movimento Greenk, disponibilizamos 15 coletores de lixo eletrônico em 15 pontos da cidade de São Paulo. Caso você não more em São Paulo, procure a prefeitura da sua cidade e se informe. Confira aqui os parques da cidade que já têm coletores de lixo eletrônico: https://www.greenk.com.br/pontos-de-descarte/

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