Greenk Redação
25 de abril de 2017 - 12h37

 

Durante o segundo dia da F8 Conference, realizada em San Jose na California, o Facebook revelou um projeto experimental que está sendo desenvolvido – até então – em segredo.

 

 

É uma interface direta entre seu cérebro e o computador, permitindo que você controle o mouse e digite palavras usando apenas a força do pensamento. O experimento foi demonstrado por Regina Dugan, que veio do Google – justamente dessa área de desenvolvimento e pesquisa – para gerenciar o chamado Building 8 dentro do Facebook.

 

 

Segundo Dugan, esse projeto vai revolucionar a nossa interação com a tecnologia. E caso você já esteja preocupado, não existe nenhum procedimento invasivo à lá Matrix.

 

 

A máquina recebe o impulso neural direto do seu cérebro, filtrando este sinal wireless através do que ela chamou de fótons balísticos. Atualmente, o objetivo da pesquisa é alcançar uma taxa de “digitação” de 100 palavras por minuto. De acordo com Dugan, isso deve ser acontecer até 2020.

 

 

Outro inovação ainda mais explodidora de cabeça, a executiva do Facebook, mostrou um método de comunicação silencioso utilizando sensibilidade tátil. O que isso significa? Que seu computador pode “ler” palavras no seu braço, por exemplo.

 

 

FACEBOOK QUER DESENVOLVER NOVAS INTERFACES NEURAIS E NÃO INVASIVAS PELOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS

 
Com um sistema de atuadores sintonizados em 16 bandas diferentes, Dugan demonstrou um vocabulário tátil de nove palavras. A máquina interpreta a vibração da pele. A head do Building 8 comparou o método com um implante coclear, e disse acreditar que isso pode finalmente permitir a criação de uma linguagem universal.

 

 

A executiva fez questão de deixar claro que nada disso se trata de invadir o pensamento das pessoas ou de implantar dispositivos no corpo, mas de decodificar os comandos que o usuário já decidiu. A interpretação de sinais ópticos é o caminho mais viável e escalável para esse tipo de comunicação.

 

 

O Facebook não disse como pretende usar os resultados dessas pesquisas, mas promete desenvolver novas interfaces neurais e não invasivas pelos próximos três anos. Atualmente, a empresa conta com uma equipe de 60 cientistas e engenheiros trabalhando em seu laboratório de pesquisa.

 

 

 

Fonte: B9

 

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