Redação
18 de abril de 2017 - 10h13

Em vez de passar um rolo compressor em uma montanha de eletrônicos contrabandeados, a Receita Federal agora encaminha os equipamentos falsificados apreendidos para um tipo de reciclagem que vai transformá-los em novos produtos.
A tarefa é feita pela Sinctronics, empresa criada em 2012 justamente para reaproveitar produtos da indústria eletrônica, dentro de uma lógica de economia circular.
“A gente transforma em matéria-prima nova produtos falsificados que antes a Receita mandava para destruição. É um cliente que nos apoia”, explica Carlos Ohde, diretor-geral da empresa, que é uma unidade de negócios da norte-americana Flextronics no Brasil.
O executivo será um dos participantes do debate “Economia Circular – Um Jeito Novo de Produzir e Consumir”, nesta terça-feira (18), no auditório da Folha, no primeiro evento da série Diálogos Transformadores de 2017.
Desde 2013, 12,4 mil toneladas de equipamentos já foram processadas. O modelo de negócio da Sinctronics surgiu para explorar um nicho em um contexto bem brasileiro, o de ser um grande consumidor e, ao mesmo tempo ter, uma grande indústria de eletroeletrônicos.
“Com as duas coisas geograficamente próximas, a gente achou que o certo a se fazer era transformar o resíduo eletroeletrônico em matéria-prima para produtos novos”, explica Ohde, sobre o fato de a empresa ter ido além da simples reciclagem e ter se tornado referência mundial em economia circular.
“Na época, a gente nem conhecia o termo, mas ao descobrirmos essa teoria circular isso nos ajudou a aprimorar alguns processos. Reaproveitar matéria parece uma ideia natural. Economicamente faz sentido, ambientalmente também.”
Nos Estados Unidos, o cenário é diferente, pois embora seja um grande consumidor de eletrônicos, os equipamentos são produzidos na Ásia. “Então para reaproveitar o material, teria que fazer um transporte intercontinental. E aí fica muito caro. Economicamente é muito mais desafiador criar um modelo desses, seja dos EUA, ou da Europa, para Ásia, do que fazer aqui no Brasil.”
Segundo Ohde, por conta da lei de informática, o país tem uma base de produção grande, com várias empresas de peças, equipamentos, embalagens. “E essa matéria-prima retorna para economia local”, explica.

Fonte: Folha de SP

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