Greenk Redação
2 de maio de 2017 - 18h01

 

 

É isso mesmo que você leu: a câmera mais rápida do mundo é capaz de bater nada menos que 5 TRILHÕES de fotografias a cada SEGUNDO. Perdoem-me pelas palavras em caixa alta, mas isso ainda é pouco para descrever a velocidade absurda do dispositivo, que pode captar até o movimento da luz em seus impressionantes 300 mil km/s.

 

 

Além de tornar imagens de filmes muito mais dramáticas e impactantes, a câmera lenta é uma ferramenta de extrema importância para cientistas que estudam imagens em movimento que não podem ser captadas pelos olhos humanos. Foi para isso que a câmera mais rápida do mundo foi criada por pesquisadores da Universidade de Lund.

 

 

Seu poder de captura é mais do que impressionante: registrando cenas de até 0,2 trilionésimos de segundo, a câmera filmou um conjunto de fótons – as partículas que compõem a luz – viajando pela distância da espessura de uma folha de papel a nada menos que 299.792.458 metros por segundo.

 

 

 

 

 

Novos métodos

 

 

Para conseguir essa proeza, a câmera funciona de maneira um pouco diferente dos dispositivos convencionais: cada foto tirada, na verdade, é composta por quatro imagens diferentes capturadas uma atrás da outra. Isso é criado por um laser que é apontado para o alvo da câmera a cada pulso de luz. O “código” gerado por esse processo é decodificado posteriormente, separando as quatro imagens por meio de uma chave de criptografia.

 

 

 

Com tantas aplicações para essa nova tecnologia, sua primeira tarefa deve começar pela química – área na qual os desenvolvedores do dispositivo também trabalham. Segundo Elias Kristensson e Andreas Ehn, a câmera vai servir inicialmente para observar reações químicas em detalhes para entender melhor os motores que funcionam com combustível gasoso, compreendendo em nível molecular como esse tipo de combustão acontece.

 

 

“A câmera certamente vai ajudar muito a ciência a entender fenômenos que ainda não compreendemos”

 

 

A câmera de altíssima velocidade foi batizada de FRAME (Frequency Recognition Algorithm for Multiple Exposures, ou, em português, algoritmo de reconhecimento de frequência para exposições múltiplas) e certamente vai ajudar muito a ciência a entender fenômenos que ainda não compreendemos por não conseguirmos enxergar de maneira tão veloz.

 

 

Fonte: Tec Mundo

 

 

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